Justiça vai decidir quem ficará com prêmio de R$ 29 milhões da Mega-Sena em disputa em Sinop

A disputa pelo prêmio de R$ 29 milhões da Mega-Sena, registrado em uma lotérica de Sinop, ganhou novos desdobramentos após imagens anexadas ao processo revelarem a sequência de acontecimentos desde a impressão da aposta até o momento em que o bilhete premiado teria sido retirado do estabelecimento. O caso ocorreu em 2023 e segue sendo analisado pela Justiça.

Segundo a investigação, a funcionária da lotérica pediu demissão após afirmar que ela e o marido eram os verdadeiros ganhadores do prêmio. A defesa sustenta que o bilhete premiado surgiu após uma falha de impressão e que, por ter arcado com o prejuízo da aposta defeituosa, a operadora seria a legítima proprietária do comprovante. Já o dono da lotérica alega que o bilhete permaneceu no estabelecimento e, por isso, fazia parte do patrimônio da empresa, registrando posteriormente uma denúncia contra o casal.

As imagens analisadas no processo mostram que, no dia da aposta, foram registradas duas impressões com diferença de poucos segundos. Em seguida, um cliente teria devolvido um bilhete com defeito, que foi analisado e guardado pela funcionária. Logo depois, uma nova via da aposta foi emitida para substituir a impressão com falha.

No encerramento do expediente, a funcionária reuniu documentos, dinheiro e bilhetes, guardando todo o material em um compartimento utilizado pelo estabelecimento. A defesa afirma que o local era apenas um armário, enquanto a investigação o trata como um cofre.

Já no dia seguinte, as imagens mostram a funcionária retornando ao local de armazenamento acompanhada de outra colaboradora. Segundo o processo, as duas retiram o bilhete considerado premiado, conferem os números e, após constatarem que se tratava da aposta vencedora, comemoram.

Na sequência, as gravações indicam que a suspeita guarda o bilhete em sua carteira pessoal, coloca a carteira dentro da bolsa e deixa o estabelecimento.

De acordo com as regras operacionais da Caixa Econômica Federal, apostas simples com valor inferior a R$ 10 não podem ser canceladas. Como o bilhete original era de apenas R$ 6, a aposta não foi estornada. A defesa argumenta que, nesses casos, o prejuízo financeiro é descontado do salário do operador de caixa, motivo pelo qual sustenta que o bilhete pertenceria à funcionária.

A mulher trabalhou na lotérica entre 2019 e agosto de 2023 e, conforme sua defesa, pediu demissão após o episódio. Desde então, afirma que não conseguiu novo emprego e que o marido, caminhoneiro, é quem mantém o sustento da família.

O caso segue em tramitação, e caberá à Justiça decidir quem é o verdadeiro proprietário do bilhete premiado de R$ 29 milhões.

por: TopSinop

Compartilhe esta postagem:

Facebook
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *