Uma moradora de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar a estratégia que encontrou para limpar a calçada de casa sem descumprir as restrições impostas pelo uso de uma tornozeleira eletrônica.
No vídeo, Gleyci Alencar, de 23 anos, aparece mantendo um dos pés dentro do quintal enquanto estica o corpo para alcançar a área externa da residência. Segundo ela, o equipamento de monitoramento permite sua circulação apenas dentro do perímetro da casa, até o portão.
Para evitar qualquer violação da determinação judicial, Gleyci improvisou a forma de realizar a limpeza sem ultrapassar o limite autorizado. A gravação repercutiu nas redes sociais e gerou diversos comentários sobre a situação.
Em entrevista ao g1, a jovem informou que responde há seis anos a um processo por tráfico de drogas.
O monitoramento eletrônico funciona por meio de um sistema que acompanha a localização da pessoa monitorada. Caso a tornozeleira seja retirada, danificada ou deixe de transmitir sinal, um alerta é emitido automaticamente às autoridades. O descumprimento das regras pode ser considerado falta grave, resultando na perda de benefícios previstos em lei, como progressão de regime, saídas temporárias ou prisão domiciliar monitorada.
A interrupção do sinal por falta de bateria também é registrada pelo sistema. Se ficar comprovado que a descarga ocorreu de forma intencional, o monitorado poderá sofrer sanções determinadas pela Justiça.
Com informações de Felipe Coelho, g1 Mato Grosso.



