Querosene de aviação sobe 7,2% e acumula alta de quase 19% em dois meses

A Petrobras elevou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de domingo (1º). O reajuste representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação a outubro. No mês passado, o combustível já havia registrado aumento médio de 11,76%, equivalente a R$ 0,65 por litro.

A estatal responde por aproximadamente 85% da produção nacional de QAV. Apesar disso, o mercado brasileiro é aberto à concorrência, permitindo a atuação de outras empresas na produção e importação do combustível.

Segundo a Petrobras, a elevação dos preços está relacionada à valorização do produto no mercado internacional. A companhia atribui o movimento ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em razão do conflito entre os países.

A empresa afirma que os reajustes acumulados no Brasil são inferiores aos registrados no mercado externo, onde os preços podem sofrer alterações diárias. No país, a atualização ocorre mensalmente, seguindo uma fórmula contratual que, conforme a estatal, ajuda a reduzir os impactos das oscilações de curto prazo.

O aumento também pressiona os custos das companhias aéreas. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do querosene de aviação nas despesas operacionais do setor passou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

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