Wellington defende saúde descentralizada e valorização dos profissionais durante debate da TVCACandidato afirmou que pacientes do interior ainda percorrem longas distâncias em busca de atendimento e defendeu ampliar serviços nas regiões do estado

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes defendeu a descentralização da saúde pública, a conclusão e estruturação dos hospitais regionais e a valorização dos profissionais da área durante o debate promovido pela TV Centro América, na noite desta terça-feira (29). Ao responder a um questionamento da candidata Natasha Slhessarenko, Wellington afirmou que o atendimento precisa estar mais próximo da população, especialmente de quem vive no interior.

“Hoje, as pessoas precisam correr atrás de atendimento, viajar centenas de quilômetros e, muitas vezes, buscar até uma liminar para conseguir uma vaga. Quero descentralizar a saúde, concluir os hospitais, equipá-los e levar atendimento de qualidade para todas as regiões de Mato Grosso”, afirmou Wellington.

O candidato citou como um dos principais desafios o tamanho da fila do Sistema Único de Saúde. Dados recentes do Portal Transparência da Regulação, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde, apontam mais de 865 mil pacientes aguardando consultas, exames e internações em Mato Grosso. Wellington também defendeu a implantação de prontuário eletrônico integrado e ferramentas que permitam ao cidadão acompanhar e agendar atendimentos pelo celular.

Durante a discussão, Wellington afirmou ainda que ampliar a estrutura física não é suficiente sem profissionais preparados e valorizados. “Construir um hospital é uma etapa. Depois é preciso equipar, colocar profissionais e fazer funcionar. Vou trabalhar muito na capacitação dos profissionais da saúde e na valorização de quem está na ponta atendendo a população”, disse. Ele também defendeu a revisão das carreiras dos servidores e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

Wellington também contestou a tentativa de atribuir à atual administração estadual a construção da rede hospitalar existente. Registros da própria Secretaria de Estado de Saúde mostram que o Hospital Regional de Sorriso foi fundado em 1989, o de Cáceres em 2001, o de Rondonópolis em 2002 e o de Sinop em 2014.

Outro exemplo citado foi a Santa Casa de Cuiabá. Wellington lembrou que a instituição tem mais de dois séculos de história e afirmou que a manutenção da unidade na rede pública ocorreu após mobilização da sociedade e de lideranças políticas. A pressão para que o Estado mantivesse a Santa Casa funcionando foi registrada publicamente, inclusive por deputados estaduais, diante da possibilidade de redução ou transferência dos serviços. Em junho deste ano, o Estado concluiu a compra definitiva do imóvel por R$ 30 milhões.

“O governo não construiu a Santa Casa. Ela já estava lá há mais de 200 anos. E o Estado só decidiu garantir sua permanência depois de muita pressão da sociedade e da classe política. O que precisamos é aproveitar melhor a estrutura que já existe, investir na atenção básica, equipar os hospitais e fazer a saúde chegar a quem precisa, onde a pessoa mora”, concluiu Wellington.

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